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Companhia dinamarquesa lança enzima que acelera a transformação de óleo usado em Biodiesel

15 dez

A transformação de óleo usado em Biodiesel acaba de ganhar uma importante ajuda: a Novozymes, companhia de biotecnologia de origem dinamarquesa, está introduzindo no mercado uma nova enzima para esse tipo de processo.

Chamada de Novozymes Eversa, esta é a primeira solução enzimática comercialmente válida para produção de Biodiesel a partir de óleo usado, oferecendo aos produtores uma opção de matéria-prima a baixo custo.

A maior demanda por óleo vegetal na indústria alimentícia resultou num aumento de preços, levando os produtores de Biodiesel a procurar alternativas – e matérias-primas mais sustentáveis. A maioria dos óleos usados atualmente é originada de soja, de palma ou de canola, e contêm menos de 0,5% de ácidos graxos livres (FFA). Os processos existentes de produção de Biodiesel têm dificuldade em criar óleos que contenham mais de 0,5% FFA, ou seja, óleos usados com altos FFAs não são uma matéria-prima viável até agora.

“A ideia de Biodiesel enzimático não é nova, mas os custos envolvidos foram muito altos para viabilizá-la comercialmente”, afirma Frederik Mejlby, diretor de marketing da divisão de processos de grãos da Novozymes. “O Eversa muda este cenário e possibilita que os produtores de Biodiesel finalmente possam trabalhar com óleos usados, tendo uma maior flexibilidade de matéria-prima para evitar a variação dos preços”.

Autoridades da Novozymes dizem que o Eversa irá trabalhar com uma ampla gama de materiais graxos como matéria-prima, apesar de seu uso inicialmente estar previsto para óleo de cozinha usado, óleo de milho DDGS e destilados de ácidos graxos. Além disso, eles afirmam que a maioria dos produtores de biodiesel teria que converter suas fábricas para o processo enzimático.

“O processo enzimático usa menos energia, e o custo de óleos usados como matéria-prima é significativamente mais baixo do que óleo refinado”, considera Mejlby. “Um pequeno número de fábricas vem produzindo Biodiesel a partir de óleos usados com meios tecnológicos. Mas isso não tem sido eficiente, em termos de custo, até agora, em termos gerais, já que os óleos usados precisam ser refinados antes de serem processados usando produtos químicos. Nós esperamos que nossa tecnologia possa desencadear um maior potencial nestas matérias-primas inferiores”, finaliza o diretor.

 

Fonte: Domestic Fuel

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