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Mais diesel para o agronegócio (2)

29 mai

 

Demanda aquecida

O consumo do combustível na região Centro-Oeste cresceu 42,4% nos últimos cinco anos. Em termos percentuais, só ficou atrás do Norte, onde, porém, a base de comparação é menor e o diesel é utilizado em larga escala para geração termelétrica. A média do país no mesmo período foi de 30,7%.

Esse consumo crescente não deve dar sinais de esgotamento nos próximos anos. “Há uma expectativa de que a área plantada do Mato Grosso dobre em alguns anos. Por consequência, o estado vai consumir mais combustível”, acredita Luiz Maurício Leal Vega, gerente regional de Consumidor Centro-Oeste da BR.

Na distribuidora, o agronegócio representa cerca de 10% do total de diesel entregue fora do posto de gasolina, direto para grandes consumidores. E a tendência, segundo Vega, é ganhar mais espaço.

“Mapitoba”

As ferrovias também podem beneficiar o Nordeste. No caminho da ferrovia Norte-Sul, que prevê ligar Barcarena (PA) a Rio Grande (RS), com mais de 4 mil km de extensão, está o polo de Porto Nacional, no Tocantins, que já atraiu a atenção das distribuidoras. O estado, que nunca teve uma base de combustível das quatro maiores do segmento, passou a contar a partir de dezembro passado com a Bapon, da BR. A Raízen também se Instalou no polo, inicialmente de olho na movimentação de diesel, de cerca de 5 milhões de litros/mês.

A região é uma das principais fronteiras agrícolas do país com o avanço da soja. E integra uma área que é conhecida como Mapitoba – abreviação que agrega as siglas dos estados de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Neste último, no oeste, a Ale investe para aumentar a movimentação de combustível. Até o fim do ano, a base de Luiz Eduardo Guimarães sairá de uma tancagem de 982 mil litros para 3 milhões de litros.

Como nas demais áreas agrícolas, o perfil de consumo é baseado no diesel. O combustível movimenta as máquinas, desde a preparação da terra até a colheita da produção – e também os caminhões que escoam a produção para os portos ou ferrovias.

Efeitos indiretos

O desenvolvimento do agronegócio leva capital para as regiões mais afastadas dos grandes centros. Com a injeção de recursos e a maior dinâmica da economia, o consumo dos demais combustíveis também sobe.

A frota de automóveis de Mato Grosso acompanhou a tendência nacional nos últimos anos e cresceu 67% desde 2008. A taxa per capita aumentou de um carro para 9,1 habitantes para um carro para cada grupo de 5,8 pessoas, em dezembro de 2013.

Com o maior número de veículos, o consumo somado de gasolina e etanol também se elevou. O volume anual subiu de 633 milhões de litros, em 2008, para 1,08 bilhão de litros, em 2013 – um salto de 70%.

 

Fonte: Revista Brasil Energia

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