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Governo cogita mais de 10% de biodiesel no Diesel

06 abr

O setor produtivo diz que está preparado para aumentar a mistura de biodiesel no diesel a valores que ultrapassem 10% e o governo já estaria cogitando a possibilidade para casos específicos.

O aumento da mistura de biodiesel no diesel chegou a 7% em novembro do ano passado e aumentou em 40% a demanda do produto no mercado interno.

Quase cinco meses após a medida, a análise do setor produtivo é que o país tem capacidade para aumentar ainda mais a quantia a curto prazo. O assunto foi tema de discussão na Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel, em Brasília (DF). A Câmara Setorial está preparando um relatório, que será apresentado em junho, sobre o uso de grandes misturas de biodiesel no diesel, com percentuais de 20% e 50%, por exemplo. Essas quantidades já são usadas de forma experimental em alguns países da Europa e, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (Abiove), podem ser aplicadas no Brasil futuramente. A possibilidade, inclusive, já estaria sendo discutida internamente no governo, segundo fontes do Canal Rural. Os clientes interessados, como, por exemplo, transportadoras localizadas em regiões onde o biodiesel é mais barato que o diesel, teriam a oportunidade de comprar o produto modificado diretamente das distribuidoras de combustíveis. Em compensação, o cliente teria que arcar com os possíveis riscos que a alta mistura poderia oferecer aos motores, já que não há estudos no país que comprovem a segurança de uma mistura superior a 7%.

É plenamente possível, atingível, responsável e até racional que nós pensemos em patamares maiores de mistura, olhando, claro, esse longo prazo, um horizonte até 2020 seria adequado. O que seria fantástico para o setor, o que seria fantástico para a produção agrícola, estou falando, principalmente, dos mercados de soja e de sebo bovino, que se beneficiam com isso – indica o assessor econômico da Abiove, Leonardo Zilio.

O Brasil tem capacidade instalada de produção de biodiesel e matéria-prima pra atender volumes maiores, aplicações maiores do biodiesel, o que favorece inclusive a balança comercial brasileira – afirma Alexandre Pereira, diretor de Biodiesel da JBS. O presidente da Câmara Setorial falou ainda sobre os riscos da demora na liberação de crédito para produtores rurais. Se efetivamente ocorresse, mas eu tenho certeza que isso não vai ocorrer, nós iríamos ter prejuízos porque faltariam estímulos à produção. A insistência toda é de que este crédito seja liberado, embora com juros mais altos, mas que haja disponibilidade para o produtor, diz Odacir Klein.

 

Fonte: Comiva

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