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Setor de máquinas contorna crise das obras e fatura com a de energia

20 fev

 

Enquanto o escândalo da Petrobras com as grandes empreiteiras abala o setor da construção pesada, freando as vendas e o aluguel de máquinas para obras, o mercado de geradores de energia desponta como alternativa aos empresários do setor.

O segmento passa a ser visto como nicho promissor à medida que a ameaa de um racionamento se avoluma e o ministro Eduardo Braga (Energia) defende que grandes consumidores de energia usem geradores próprios para aliviar a presso sobre o sistema elétrico.

A importadora Emit, que traz aparelhos como andaimes e escoramentos, é uma das que se interessou.

Fechou contrato de exclusividade com a coreana Hyundai Corp para ingressarem juntas na distribuição de geradores no Brasil a partir de março.

“A construção deu uma guinada para baixo, mas não estamos saindo dela. Os geradores são um projeto que vem sendo desenvolvido desde o ano passado, quando nós olhávamos essa crise de energia no médio prazo”, diz Murilo Farias Santos, diretor da Emit.

Os modelos trazidos adaptam-se a pequenos e médios negócios, como restaurantes, padarias, postos de combustível, além de condomínios residenciais, segundo Farias.

Segundo cálculos da Sobratema (entidade que reúne empresas da cadeia de equipamentos de construção, como gruas e guindastes), as vendas do setor caíram cerca de 6% em 2014.

“Muitas construtoras esto inadimplentes. um sinal negativo para 2015. Em outros anos, nessa época, já estaríamos fazendo muitos orçamentos” diz Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema.

CONSULTAS MAIORES

No segmento de geradores, a tendência é inversa.

A Stemac, líder no setor, viu o número de consultas de clientes subir 60% entre janeiro e fevereiro, mas em vendas efetivas, a alta ainda de 10%, segundo Jorge Buneder, presidente da empresa.

“Elevamos a capacidade instalada no final do ano passado e podemos aumentar a produção assim que a demanda se concretizar”, diz Buneder.

A Abimaq, que reúne a indústria de máquinas, diz que ainda não consolidou dados da alta na produção de geradores e que os interessados devem estar esperando informações mais firmes acerca do racionamento, antes de tomar decisões de investimento, especialmente em tempos de indefinição econômica.

“O brasileiro vai deixar para tomar a deciso no último minuto”, diz Reinaldo Sarquez, que preside a área de geradores na Abimaq.

Hospitais, centros de processamentos de dados e indústrias que não podem ter processos interrompidos são alguns dos clientes que têm procurado informações sobre geradores a diesel, segundo Paulo Esteves, da Solaris, empresa que atua com aluguel de equipamentos de construção e também já tem uma área para o negócio de geradores.

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