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Shoppings já adotam solução do ministro para economizar eletricidade

13 fev

Previsto no plano elaborado pelo governo para dar suporte ao sistema elétrico, o acionamento dos geradores dos shopping centers durante o horário de pico de consumo já é uma prática comum.

Segundo Luis Augusto da Silva, diretor da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), a maioria dos centros de compras aciona os seus geradores durante o horário de ponta por uma razão econômica.

Durante esse período, normalmente entre as 18h e as 21h, as tarifas válidas aos consumidores em alta-tensão são mais caras do que as aplicadas sobre as horas restantes.

A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) confirma que a maioria dos shoppings já aciona os seus geradores no horário de pico.

Segundo o presidente da entidade, Glauco Humai, além da economia, a medida também tem o objetivo de evitar a sobrecarga do sistema.

"Os geradores são acionados em algumas horas do dia, em momentos de sobrecarga para garantir o abastecimento. Não foram pensados para funcionar 24 horas por dia."

Caso os geradores, movidos a diesel ou gás, precisem ficar ligados durante um período maior para aliviar o sistema, haverá um aumento de custos com energia, que será imediatamente rateado entre os lojistas, segundo Humai.

Ele evita estimar valores, pois o cálculo varia de acordo com o shopping e com a fonte de energia utilizada.

Segundo o presidente da Abrasce, desde a crise energética de 2001 os shoppings reduziram em 30% o seu consumo de energia elétrica devido a ações de redução de consumo e à cogeração.

Lâmpadas de LED

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que o governo quer que shoppings acionem seus geradores para dar suporte ao sistema.

A Folha apurou que outra medida em estudo é modernizar equipamentos da iluminação pública. A proposta é fazer a substituição das lâmpadas tradicionais --usadas em ruas, prédios públicos, escolas e postos de saúde-- por versões mais modernas e econômicas, as de LED.

Cálculos iniciais usados como base para a proposta mostram que 30% do consumo de energia do país vem dos sistemas de iluminação.

A mudança será feita gradualmente e não há prazo para sua conclusão ou previsão de gastos.

 

Fonte: Folha de S. Paulo

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